Direita bate o martelo no Rio: chapa com Douglas Ruas, Rogério Lisboa e dupla forte ao Senado entra no jogo

A direita fluminense decidiu sair da fase de especulação e entrou de vez no tabuleiro eleitoral de 2026. Em reuniões reservadas e com forte influência de lideranças nacionais, foi fechada a chapa que vai representar o campo conservador na disputa pelo Palácio Guanabara.
O grupo definiu o nome de Douglas Ruas como candidato ao Governo do Estado, tendo como vice o prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa. Para o Senado, a estratégia foi montar uma “dobradinha de peso”, com os nomes de Márcio Canella e do atual governador Cláudio Castro.
A definição, segundo aliados, encerra semanas de disputas internas e sinaliza um movimento claro de unificação da direita no estado.


A escolha de Douglas Ruas não foi imediata. Nos bastidores, o nome enfrentou resistência de setores que defendiam uma candidatura mais ligada diretamente ao núcleo bolsonarista. No entanto, prevaleceu o entendimento de que Ruas representa um perfil capaz de dialogar com diferentes segmentos — do eleitor conservador à classe política tradicional. O acordo só avançou após garantias de que a campanha terá forte presença de pautas como segurança pública, combate ao crime organizado e valores conservadores, temas considerados centrais para mobilizar a base da direita.


A entrada de Rogério Lisboa como vice foi considerada peça-chave na montagem da chapa. Prefeito de uma das maiores cidades da Baixada Fluminense, Lisboa traz densidade eleitoral e estrutura política consolidada. Nos bastidores, a avaliação é de que sua presença fortalece a penetração da chapa em regiões populosas e historicamente decisivas nas eleições estaduais. Além disso, Lisboa é visto como um nome de perfil mais moderado, ajudando a equilibrar o discurso e reduzir rejeições.


Se a disputa pelo governo é importante, o Senado foi tratado como prioridade máxima pelo grupo. A decisão de lançar dois nomes fortes — Márcio Canella e Cláudio Castro — mostra a intenção de garantir protagonismo também em Brasília. Canella, com forte base na Baixada Fluminense, entra na corrida com perfil popular e discurso voltado à segurança e gestão. Já Cláudio Castro leva para a disputa o peso de quem ocupa o Palácio Guanabara e possui articulação consolidada em todo o estado.

Nos bastidores, a leitura é de que a dobradinha pode funcionar como “motor eleitoral”, puxando votos para a chapa majoritária e ajudando a consolidar a unidade do grupo.
Apesar do discurso de união, a construção da chapa foi marcada por tensões. Outros nomes da direita tentaram viabilizar candidaturas, especialmente ao Senado, o que gerou embates nos bastidores. A pacificação só veio após negociações que envolveram promessas de espaço em um eventual governo, além de articulações para composição de alianças proporcionais. Fontes ouvidas pela coluna afirmam que “ninguém saiu totalmente satisfeito, mas todos entenderam que era preciso fechar”.


Outro fator decisivo foi o alinhamento com lideranças nacionais da direita. A ordem foi evitar divisões que possam enfraquecer o palanque no Rio, considerado estratégico para 2026. A chapa também deve caminhar alinhada ao discurso conservador nacional, especialmente nas pautas de segurança, economia liberal e valores familiares.


A campanha já tem diretrizes definidas. O foco será segurança pública, com propostas de endurecimento contra o crime, além de uma forte aproximação com o eleitorado evangélico e conservador. A Baixada Fluminense e a Zona Oeste do Rio serão os principais polos de mobilização, com agendas intensas e presença constante dos candidatos.


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Gleydson Soares Leandro