Cultura – A Capela de São Francisco da Penitência, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio passou a receber visitação pública em função do Ano Jubilar Franciscano, que celebra os 800 anos da morte de São Francisco de Assis. O acesso ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h, condicionado à disponibilidade da Ordem Terceira Franciscana (OTF), responsável pela gestão do espaço.
A capela integra o conjunto do Convento de Nossa Senhora dos Anjos, que também abriga o Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart). Apesar de estarem no mesmo complexo, os espaços possuem administrações distintas: o museu é vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), enquanto a capela é uma área privada sob responsabilidade da Ordem.
Segundo a diretora do Mart/Ibram, Carla Renata Gomes, a abertura da capela segue orientação do Vaticano para o período jubilar, estabelecido após declaração do Papa Leão XIV. O Ano Jubilar Franciscano ocorre entre 10 de janeiro de 2026 e 10 de janeiro de 2027 e mobiliza ordens franciscanas em diferentes países.
O Convento de Nossa Senhora dos Anjos teve a construção iniciada em 1686 e foi inaugurado em 1696. O imóvel funcionou como residência de frades franciscanos até o século XIX, sendo desocupado em 1872.
Ao longo do tempo, o conjunto enfrentou processos de degradação, revertidos após o tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1957. Como parte das ações de preservação, foi implantado no local, em 1982, o Mart, que reúne acervo de arte sacra e promove atividades culturais e educativas.
De acordo com o responsável pela área de Comunicação do museu, Carlos Henrique Silva, a abertura da capela amplia o acesso ao patrimônio histórico e contribui para fortalecer a relação da população com a memória local. O conjunto abriga ainda o Cemitério da Ordem Terceira, datado do século XIX, que permanece em funcionamento.
Carlos Henrique também destacou o papel do museu como espaço de valorização da identidade local. Segundo ele, a proposta é ampliar o acesso do público à história e à cultura da região por meio do acervo, das exposições e das ações educativas.
Em conversa com o Museu, a reportagem do Portal RCI News apurou que a proposta é que o visitante — especialmente o cabo-friense — reconheça o espaço como parte de sua própria trajetória. O percurso de visitação inclui a passagem pelo adro e o acesso à nave histórica, em um roteiro estruturado para integrar passado e presente, com ênfase na valorização da memória e da identidade local.






